sábado, 6 de outubro de 2007

Para ti, Vavá




A minha mãe voltou de um seminário sobre WEB2.0, em São Paulo, e veio com a seguinte estatística: 1% publica, 10% comenta e 89% apenas lê (se estiverem errados os números vou corrigir!).

Desde que meu Blog entrou no ar, as estatísticas não estavam se firmando... Mas, eis o primeiro comentário! O teu Vavá! Ebaaaaaa! Isso merece um post especial, minha amiga!

Então, vai lá um recado pra ti:

Primeiro, obrigado pelo carinho das palavras e, principalmente, pelo desejo de boas-vindas! Mais do que estarmos na mesma década de vida, agora, estamos competindo na mesma categoria!!!!! hehehe

Fomos apresentadas através do triathlon, naqueles inesquecíveis treinos do CETE, mas, talvez, a nossa ligação tenha sido por todo esse turbilhão que passamos e que nos trouxe até aqui: a bela e Santa Catarina!

Adorei o texto do Jabor, caiu bem para a data (já conhecia, mas foi excelente reler). Aconselho a todos que leiam (ou releiam) também, vale a pena!

Beijinho, Vavá. Nós encontramos nas provas e/ou nas praias. Te cuida. Qualquer coisa, prende o grito!


  • foto 1: Maratona de Porto Alegre, 2006, competimos em equipes diferentes das 4 equipes do mestre e amado técnico Remião.
  • foto 2: depois da prova do Triathlon do SESC, etapa Porto Alegre, em novembro de 2005, em que a Vavá se entusiasmava a começar a treinar e eu competi.

Fazer 30 anos, de Affonso Romano de Sant'Anna

QUATRO pessoas, num mesmo dia, me dizem que vão fazer 30 anos. E me anunciam isto com uma certa gravidade. Nenhuma está dizendo: vou tomar um sorvete na esquina, ou: vou ali comprar um jornal. Na verdade estão proclamando: vou fazer 30 anos e, por favor, prestem atenção, quero cumplicidade, porque estou no limiar de alguma coisa grave.

Antes dos 30 as coisas são diferentes. Claro que há algumas datas significativas, mas fazer 7, 14, 18 ou 21 é ir numa escalada montanha acima, enquanto fazer 30 anos é chegar no primeiro grande patamar de onde se pode mais agudamente descortinar.

Fazer 40, 50 ou 60 é um outro ritual, uma outra crônica, e um dia eu chego lá. Mas fazer 30 anos é mais que um rito de passagem, é um rito de iniciação, um ato realmente inaugural. Talvez haja quem faça 30 anos aos 25, outros aos 45, e alguns, nunca. Sei que tem gente que não fará jamais 30 anos. Não há como obrigá-los. Não sabem o que perdem os que não querem celebrar os 30 anos. Fazer 30 anos é coisa fina, é começar a provar do néctar dos deuses e descobrir que sabor tem a eternidade. O paladar, o tato, o olfato, a visão e todos os sentidos estão começando a tirar prazeres indizíveis das coisas. Fazer 30 anos, bem poderia dizer Clarice Lispector, é cair em área sagrada.

Até os 30, me dizia um amigo, a gente vai emitindo promissórias. A partir daí é hora de começar a pagar. Mas também se poderia dizer: até essa idade fez-se o aprendizado básico. Cumpriu-se o longo ciclo escolar, que parecia interminável, já se foi do primário ao doutorado. A profissão já deve ter sido escolhida. Já se teve a primeira mesa de trabalho, escritório ou negócio. Já se casou a primeira vez, já se teve o primeiro filho. A vida já se inaugurou em fraldas, fotos, festas, viagens, todo tipo de viagens, até das drogas já retornou quem tinha que retornar.

Quando alguém faz 30 anos, não creiam que seja uma coisa fácil. Não é simplesmente, como num jogo de amarelinha, pular da casa dos 29 para a dos 30 saltitantemente. Fazer 30 anos é cair numa epifania. Fazer 30 anos é como ir à Europa pela primeira vez. Fazer 30 anos é como o mineiro vê pela primeira vez o mar.

Um dia eu fiz 30 anos. Estava ali no estrangeiro, estranho em toda a estranheza do ser, à beira-mar, na Califórnia. Era um homem e seus trinta anos. Mais que isto: um homem e seus trinta amos. Um homem e seus trinta corpos, como os anéis de um tronco, cheio de eus e nós, arborizado, arborizando, ao sol e a sós.

Na verdade, fazer 30 anos não é para qualquer um. Fazer 30 anos é, de repente, descobrir-se no tempo. Antes, vive-se no espaço. Viver no espaço é mais fácil e deslizante. É mais corporal e objetivo. Pode-se patinar e esquiar amplamente.

Mas fazer 30 anos é como sair do espaço e penetrar no tempo. E penetrar no tempo é mister de grande responsabilidade. É descobrir outra dimensão além dos dedos da mão. É como se algo mais denso se tivesse criado sob a couraça da casca. Algo, no entanto, mais tênue que uma membrana. Algo como um centro, às vezes móvel, é verdade, mas um centro de dor colorido. Algo mais que uma nebulosa, algo assim pulsante que se entreabrisse em sementes.

Aos 30 já se aprendeu os limites da ilha, já se sabe de onde sopram os tufões e, como o náufrago que se salva, é hora de se autocartografar. Já se sabe que um tempo em nós destila, que no tempo nos deslocamos, que no tempo a gente se dilui e se dilema. Fazer 30 anos é como uma pedra que já não precisa exibir preciosidade, porque já não cabe em preços. É como a ave que canta, não para se denunciar, senão para amanhecer.

Fazer 30 anos é passar da reta à curva. Fazer 30 anos é passar da quantidade à qualidade. Fazer 30 anos é passar do espaço ao tempo. É quando se operam maravilhas como a um cego em Jericó.

Fazer 30 anos é mais do que chegar ao primeiro grande patamar. É mais que poder olhar pra trás. Chegar aos 30 é hora de se abismar. Por isto é necessário ter asas, e sobre o abismo voar.

(13.10.85)

  • O texto acima foi extraído do livro "A Mulher Madura", Editora Rocco - Rio de Janeiro, 1986, pág. 36

06 de outubro de 2007: meus trinta anos

Pois é... chegou... não sabia que ia ser tão rápido assim nem, tampouco, tão simples assim: mas hoje me acordei com 30 anos de idade!
Vários sentimentos me assaltam, porém a curiosidade por esta próxima década que se inicia é o que mais esta evidente. Afinal, já ensinava Balzac que a melhor é a mulher de 30...
Uma mulher de trinta anos tem atrativos irresistíveis. A mulher jovem tem muitas ilusões, muita inexperiência. Uma nos instrui, a outra quer tudo aprender e acredita ter dito tudo despindo o vestido. (...) Entre elas duas há a distância incomensurável que vai do previsto ao imprevisto, da força à fraqueza. A mulher de trinta anos satisfaz tudo, e a jovem, sob pena de não sê-lo, nada
pode satisfazer.

Honoré de Balzac, in A mulher de trinta anos

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

Ainda sobre o dia 5 de outubro

Se hoje é aniver do Bobby-pai, amanhã é aniver da Bobby-filha!
É balsac me pegando pela perna... mas eu sou boa de corrida, to tentando driblar legal essa história de 30 anos...
Peito aberto, respira fundo, que não vai doer... amanhã é só um dia como todos os outros...

5 de outubro


Hoje é o dia dele! Dia desse homem tão especial na minha vida! Aliás, que me deu a vida, que me ensinou tanta coisa e que me ajudou a chegar até aqui!

Hoje é o aniversário do meu jovem pai (não posso ousar pensar que ele seria um velho - palavras dele). E, realmente, de velho, meu pai não tem nada!

Espirituoso e atleta, meu pai sempre foi motivo de orgulho e admiração. Que a Nô não fique com ciúmes, mas minhas amigas sempre o acharam um "pedaço" (dados recentes!!!). E é verdade mesmo! Aquele alemão não deixa nada a desejar. Seu espírito é jovem, é leve e sabe me tocar!
PAI, FELIZ ANIVERSÁRIO! QUERIA ESTAR AI PRA TE DAR UM ABRAÇO APERTADO E DIZER O QUANTO TE AMO!
MUITA SAÚDE E PAZ!
Desejo que em breve venhas me visitar, para fazermos o trekking das 14 Cachoeiras de Corupá ou sentarmos lá em cima do Boa Vista, sentindo o fresco do ar, para me contares as coisas que sempre me ensinas e eu aprendo com tanta vontade...
Saudades... beijo no coração.

Emoções

Definitivamente, os correios têm me dado muitas emoções!
Ontem, nova surpresa: uma carta linda e emocionante do meu pai! 3 laudas escritas a mão, repletas de amor, incentivo e desejos bons!
Não foi fácil ler. As letras se embaralhavam nos meus olhos marejados. Chorei sentada feito criança. Aquele choro bom, que lava a alma, que trás um novo sentido para as coisas!
Pai, obrigada pelo amor, obrigada pelos ensinamentos, obrigada pelo apoio e obrigada, também, por me enxergares ainda como uma guriazinha!
TE AMO DEMAIS. PENSO EM TI TODOS OS DIAS!
beijo grande, grandão mesmo

terça-feira, 2 de outubro de 2007

E.E.Cummings

Well, como faz tempo que não posto nada, hoje é o dia de tirar o atraso... ai vai uma poesia de E.E.Cummings, que eu adoro. Doce, querida, sincera. Lê-la acalma o meu coração...
Para quem prefere ouvir e ver a ler, podem assistir a Cameron Diaz recitá-la no filme "In her Shoes", quase na última cena. Ai vai:

"i carry your heart with mei carry your heart with me (i carry it inmy heart)
i am never without it (anywherei go you go,my dear; and whatever is doneby
only me is your doing,my darling)
i fear no fate (for you are my fate,my
sweet)
i want no world (for beautiful you are my world, my true)
and
it's you are whatever a moon has always meant
and whatever a sun will always
sing is you
here is the deepest secret nobody knows (here is the root of the
root and the bud of the budand the sky of the sky of a tree called life; which
growshigher than the soul can hope or mind can hide)
and this is the wonder
that's keeping the stars apart
i carry your heart (i carry it in my heart)"

E.E.Cummings

Corrida da Primavera - Garopaba - 10km

Dia 13/10/2007
Largada as 9:00, da Academia da Praia
Inscrição R$ 20,00
Depósito: Banco do Brasil /Ag.3674-9 /Ct.13777-4
Associação de Esporte e Turismo de Garopaba
Primeiros inscritos ganham camisetas do evento.
Premiação em dinheiro para primeiros lugares de cada categoria e 3 primeiros geral.

Guia da Go Outside

Aproveitando a deixa, bem legal o Guia da Go Outside. A revista já é boa e o guia está bastante completo. Talvez precisasse de itens mais acessíveis (de preço), não só de qualidade. Mas tá 10. Aliás, tem bastante de dica de presentes de aniversário para mim ali... hehehe

Surpresa


Uma das coisas boas de se estar morando longe dos amigos e parentes (querendo ser bastante otimista de encontrar uma coisa boa...) é o uso "melancólico" do correio!

Melancólico porque, certamente, a internet e todas as suas formas de comunicação, e-mail, msn, skype, etc., nos roubaram aquela lúdica atividade de escrever cartas, que eu, pelo menos, tinha quando era criança, pré-adolescente.

Ora, as gurias até colecionavam papel de carta!!! Confesso que parte da minha coleção existe até hoje!!!

Enfim, desde que cheguei aqui, tenho feito mais uso dos correios brasileiros! Tenho mandado e recebido coisas, encomentas e surpresas!
O última chegou ontem, com muito carinho, dos meus amigos Beri e Bidi, vulgo Boi.

A Beri anciosa, em Poa, me perguntou na sexta se o sedex já tinha chegado e, então, fui atrás... só consegui resgatá-lo na segunda, faltando 5 min para fechar a agência... era pra ser um cd com as fotos que tiramos no feriado de 7 de setembro, mas quando a menina do correio chegou com uma caixa grande quase disse que tinha se enganado, quando vi o meu nome estampado nela!

O primeiro pensameto foi: a Beri, pequeninha, enfadada de sua vida, se mandou pelo correio e veio me visitar, e eu, desnaturada, que nas 3 tentantivas de entrega não estava em casa, deixei-a rolando nas mãos dos carteiros e, ainda, passando o final de semana na central, sozinha, em meio de outras entregas sem sucesso.

Abri a caixa com vontade, rasgando os papeis, lá dentro, além do cd, dois outros mimos que só amigos que se conhecem bastante podem fazer: uma revista Go Outside, com um super guia com os melhores equipamentos para esportes, e um relógio de parede (que eu não tinha nem na minha cozinha de Poa)!!!!
RELÓGIO QUE JÁ ESTÁ CONTANDO A HORAS PARA O PRÓXIMO ENCONTRO DE LOS CUATRO AMIGOS!!!

AMEI, AMEI, AMEI!

Foi o meu primeiro presente de niver (que será sábado, não esqueçam)!

ADORO VOCÊS DOIS E MORRO DE SAUDADES...

beijos